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  • INSS desmente bloqueio de benefícios por falta de biometria em novembro

    INSS desmente bloqueio de benefícios por falta de biometria em novembro

    A biometria do INSS voltou a ser alvo de informações falsas nas redes sociais. Mensagens afirmam que aposentados e pensionistas precisam providenciar um documento com biometria até 20 de novembro de 2026, sob risco de terem seus benefícios bloqueados.

    O Instituto Nacional do Seguro Social esclareceu, em comunicado publicado em 27 de outubro, que essa informação é falsa.

    Quem já recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício não precisa emitir um novo documento com biometria por causa desse suposto prazo. A ausência do cadastro biométrico, por si só, não provoca o bloqueio automático dos benefícios em manutenção.

    A orientação busca evitar deslocamentos desnecessários às agências e prevenir golpes que utilizam informações incorretas para assustar os segurados.

    Biometria do INSS: quem realmente precisa?

    A exigência de identificação biométrica foi introduzida para novos pedidos de benefícios apresentados desde 21 de novembro de 2025, observadas as regras de transição e as exceções previstas.

    Isso significa que existe uma diferença importante entre quem já recebe um benefício e quem está solicitando uma nova concessão.

    Para os beneficiários atuais, não há obrigação geral de providenciar biometria até 20 de novembro de 2026.

    Já os novos requerentes devem observar as exigências aplicáveis ao tipo de benefício solicitado.

    O governo também prevê uma implantação gradual da identificação biométrica para procedimentos de manutenção e renovação. Isso não significa que benefícios ativos serão bloqueados automaticamente por falta de documento biométrico.

    Onde é feito o cadastro biométrico?

    O INSS esclareceu que não realiza cadastramento biométrico em suas agências.

    A identificação é realizada com base em registros coletados na emissão de documentos oficiais, como:

    • Carteira de Identidade Nacional (CIN);
    • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
    • Título de eleitor, por meio da Justiça Eleitoral.

    Essas informações podem ser utilizadas para confirmar a identidade do cidadão, conforme as regras aplicáveis.

    Portanto, quem receber mensagens orientando a comparecer imediatamente a uma agência do INSS para cadastrar impressões digitais ou fotografia deve desconfiar.

    Quem pode estar dispensado da biometria nos novos pedidos?

    O comunicado oficial também esclarece que existem situações de dispensa da exigência.

    Entre os grupos contemplados estão pessoas com mais de 80 anos, residentes no exterior que apresentem a documentação exigida e pessoas impossibilitadas de se deslocar por mais de 30 dias por motivo de saúde ou deficiência, mediante comprovação médica.

    Também existem exceções para migrantes, refugiados, apátridas e moradores de localidades de difícil acesso, conforme os critérios previstos na regulamentação.

    Além disso, o INSS informa que os pedidos de salário-maternidade, benefícios por incapacidade e pensão por morte estão dispensados da obrigatoriedade do registro biométrico nas condições informadas pelo Instituto.

    Cada situação deve ser avaliada de acordo com as normas aplicáveis ao benefício solicitado.

    Biometria e prova de vida são a mesma coisa?

    Não. O cadastro biométrico e a prova de vida são procedimentos diferentes.

    A biometria é utilizada para identificar uma pessoa por características físicas, como impressões digitais ou reconhecimento facial.

    Já a prova de vida serve para confirmar que o beneficiário continua vivo e pode permanecer recebendo seu pagamento.

    Atualmente, o INSS realiza essa comprovação prioritariamente por meio do cruzamento de informações de bases de dados oficiais.

    O reconhecimento facial também pode ser utilizado em serviços específicos do Meu INSS, quando disponível. Isso, entretanto, não cria uma obrigação geral de cadastramento biométrico para todos os aposentados e pensionistas.

    Leia também: Não votou no 1º turno? Voto no 2º turno pode ajudar na prova de vida do INSS.

    Como evitar golpes envolvendo biometria do INSS?

    O Instituto alerta que criminosos podem utilizar mensagens falsas sobre bloqueio de benefícios para obter informações pessoais e bancárias.

    O INSS não envia servidores às residências para realizar cadastramento biométrico ou prova de vida, nem solicita senhas, transferências de dinheiro ou informações bancárias por meio de contatos suspeitos.

    Também é importante evitar links desconhecidos recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou redes sociais.

    Em caso de dúvida, o cidadão deve acessar diretamente o Meu INSS ou procurar orientações pela Central Telefônica 135.

    O que aposentados e pensionistas devem fazer agora?

    Para quem já recebe benefício, a orientação é simples: não é necessário providenciar documento biométrico nem comparecer a uma agência apenas por causa das mensagens que mencionam o prazo de 20 de novembro.

    Quem tiver alguma pendência individual deve verificar as informações diretamente nos canais oficiais.

    A recomendação é acompanhar eventuais comunicações legítimas do INSS, sem fornecer dados pessoais a desconhecidos.

    O esclarecimento divulgado em 27 de outubro de 2026 reforça que o suposto prazo para bloqueio de benefícios é falso e não deve motivar medidas precipitadas.

    Fontes oficiais

    INSS — Comunicado de 27/10/2026: É falsa a informação de que vai bloquear benefício de quem não tiver documento com biometria.

    Governo Digital: Informações sobre biometria para beneficiários sociais e previdenciários.

    O Nosso INSS é um portal informativo independente, sem vínculo com o Instituto Nacional do Seguro Social ou com órgãos governamentais.

  • Voto no segundo turno pode atualizar prova de vida do INSS

    Voto no segundo turno pode atualizar prova de vida do INSS

    O voto no segundo turno das eleições de 2026, marcado para 25 de outubro, pode atualizar automaticamente a prova de vida do INSS. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional do Seguro Social em comunicado publicado em 19 de outubro.

    A orientação vale para aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O procedimento utiliza informações compartilhadas pela Justiça Eleitoral e pode dispensar a realização de outra comprovação de vida.

    Atenção: não se trata de uma nova obrigação. Quem não comparecer às urnas poderá ter sua prova de vida confirmada por outros registros utilizados pelo INSS.

    Voto no segundo turno: como funciona a prova de vida?

    Segundo o comunicado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compartilha com o INSS informações sobre o comparecimento dos eleitores.

    Quando o beneficiário participa da votação, esse registro pode ser identificado pelo sistema previdenciário e utilizado para confirmar que a pessoa está viva.

    O procedimento ocorre por meio do cruzamento de dados entre órgãos públicos.

    Isso significa que o segurado não precisa necessariamente comparecer a uma agência do INSS ou ao banco apenas para informar que votou.

    Entretanto, a atualização depende do processamento e reconhecimento das informações. Por isso, não é correto afirmar que todas as provas de vida estarão regularizadas imediatamente após a eleição.

    Quem não votou no primeiro turno pode aproveitar o segundo?

    Sim. O INSS esclareceu que o comparecimento às urnas em 25 de outubro poderá ser considerado para a prova de vida mesmo quando o beneficiário não participou do primeiro turno.

    A presença no segundo turno constitui um registro que pode ser utilizado no processo de comprovação de vida.

    Para efeitos previdenciários, o importante é a possibilidade de o INSS identificar o comparecimento eleitoral em suas bases de dados.

    Essa informação complementa uma orientação anteriormente divulgada pelo Instituto, que já reconhecia a participação nas eleições como uma das formas de comprovação de vida.

    O que acontece com quem não votar no segundo turno?

    Não votar não significa perder automaticamente a aposentadoria, a pensão ou o BPC por falta de prova de vida.

    O INSS continuará procurando outras informações disponíveis em bases de dados públicas para realizar a verificação.

    A prova de vida pode ser confirmada por diferentes registros, como atendimentos ou procedimentos reconhecidos pelos sistemas utilizados pelo Instituto.

    Portanto, votar não é uma exigência adicional criada para manter o benefício previdenciário ou assistencial.

    Se os registros disponíveis não forem suficientes para confirmar a prova de vida, o INSS deverá comunicar ao beneficiário a necessidade de regularização.

    Beneficiários do BPC também estão incluídos?

    Sim. O comunicado de 19 de outubro menciona expressamente os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de aposentados e pensionistas.

    O comparecimento eleitoral pode ser considerado no processo de comprovação de vida dessas pessoas.

    É importante lembrar que a prova de vida é diferente da atualização cadastral do CadÚnico e de outros requisitos exigidos para a manutenção do BPC.

    Cada obrigação segue seus próprios procedimentos.

    Como consultar se a prova de vida está atualizada?

    A consulta pode ser feita gratuitamente pelos canais oficiais do INSS.

    Pelo Meu INSS:

    1. Acesse o site ou aplicativo Meu INSS.
    2. Entre com sua conta Gov.br.
    3. Procure o serviço Prova de Vida.
    4. Consulte as informações disponíveis sobre sua situação.

    Também é possível obter orientações pela Central 135.

    O INSS pode levar algum tempo para receber e processar os dados do comparecimento eleitoral. Por isso, a ausência de atualização imediatamente após 25 de outubro não significa, por si só, que o registro tenha sido desconsiderado.

    E se o INSS não conseguir confirmar a prova de vida?

    Caso o cruzamento de informações não seja suficiente, o Instituto notificará o beneficiário sobre a necessidade de regularização.

    Nessa situação, o procedimento poderá ser realizado pelos canais indicados pelo INSS, incluindo o Meu INSS ou o banco responsável pelo pagamento do benefício.

    O mais importante é acompanhar as comunicações oficiais e não fornecer informações pessoais a desconhecidos.

    Cuidado com golpes envolvendo prova de vida

    O INSS também alerta para tentativas de fraude que utilizam a prova de vida como justificativa para solicitar senhas, documentos ou dados bancários.

    Não clique em links suspeitos recebidos por mensagens e não realize pagamentos para supostamente regularizar a prova de vida.

    O Instituto esclarece ainda que a comprovação de vida não tem relação com a liberação de empréstimos consignados, que obedecem a outros critérios.

    Em caso de dúvida, procure diretamente o Meu INSS ou a Central 135.

    O que mudou com o comunicado de 19 de outubro?

    O INSS reforçou oficialmente que o comparecimento às urnas no segundo turno também poderá ser aproveitado para atualizar a prova de vida.

    A orientação esclarece duas dúvidas importantes: quem deixou de votar no primeiro turno pode ter o comparecimento no segundo considerado, e quem não votar poderá ter a comprovação realizada por outros registros.

    Não houve criação de uma obrigação adicional para aposentados, pensionistas ou beneficiários do BPC.

    Leia também: Não votou no 1º turno? Voto no 2º turno pode ajudar na prova de vida do INSS.

    Fontes oficiais

    O Nosso INSS é um portal informativo independente, sem vínculo com o Instituto Nacional do Seguro Social ou com órgãos governamentais.